Sustentabilidade e o impacto no custo empresarial

Atualmente no setor empresarial o tema que mais se destaca é o relacionado ao problema da sustentabilidade ambiental. Tem aumentado e de forma contínua, a consciência de que os recursos do planeta são finitos e, caso não se tome providências para controle da poluição e do aquecimento global, é possível que a vida na terra se torne inviável.
O processo de globalização das relações econômicas impulsionou o comprometimento das empresas brasileiras com a questão ambiental. O meio ambiente é um bom negócio, e não são os ecologistas e idealistas que fazem esta afirmação. Reduzir os custos com a eliminação de desperdícios, desenvolver tecnologias limpas e baratas, reciclar insumos não são apenas princípios de gestão ambiental, mas condição de sobrevivência empresarial.
O fato de reduzir os custos com a eliminação de desperdícios, desenvolver procedimentos de tecnologias limpas e baratas, reciclar insumos não são apenas princípios de gestão ambiental, mas condição de sobrevivência empresarial. Mesmo o desenvolvimento econômico sustentável sendo uma responsabilidade a ser dividida entre os governos, o segmento corporativo, e os consumidores, o papel das empresas na redução da degradação do meio ambiente é essencial. Além disso, empresas possuem recursos financeiros, conhecimento tecnológico e capacidade institucional, bem como a visão para encontrar soluções para os problemas ambientais.
Já há alguns anos, as empresas do mundo desenvolvido começaram a dar importância aos seus passivos ambientais. O passivo ambiental pode ser definido como o montante da avaliação contábil dos custos ambientais atuais e futuros necessários para o resgate das pendências da empresa em relação à legislação ambiental.
Os principais custos que geralmente compõe o passivo ambiental são:
ü  As multas, taxas e impostos a serem pagos em função da inobservância de requisitos legais;
ü  Custos da implantação de procedimentos e/ou tecnologias que possibilitem o atendimento às não conformidades e;
ü  Dispêndios necessários à recuperação de áreas degradadas e indenização à população afetada.
Como pontos importantes no processo gerencial, em muitos casos são adotados os instrumentos de contabilidade ambiental, que mensuram as receitas e custos da degradação e das medidas adotadas para evitá-los, possibilitando a adequação dos preços de transferência interna para os produtos e serviços prestados. O enfoque da contabilidade ambiental deve ser colocado nos resultados da sustentabilidade ambiental e não somente sobre os custos de degradação do meio ambiente.
Dessa forma, para ter sucesso, uma organização deve oferecer um produto com maior valor perceptível pelo cliente, ou produzir com custos menores, ou melhor, utilizar a combinação das duas estratégias. A destinação final dos produtos pode trazer um grande problema ao meio ambiente, mas pode apresentar oportunidades de reciclagem ou reuso que podem incentivar diversas outras operações capazes de trazer resultados positivos.
Para melhorar a competitividade de empresas, é fundamental incorporar o conceito de competitividade ambiental, podendo ser considerado o paradigma da sustentabilidade. Dessa forma, para a prática da sustentabilidade, podem ser desenvolvidas algumas atividades, seguem abaixo:
Ø  Planejamento, implantação e controle eficiente do fluxo de materiais e do fluxo de informações do ponto de consumo ao ponto de origem;
Ø  Movimentação de produtos na cadeia produtiva, na direção do consumidor para o produtor;
Ø  Busca de uma melhor utilização de recursos por meio das atividades, seja reduzindo o consumo de energia, seja diminuindo a quantidade de materiais empregados, seja reaproveitando, reutilizando ou reciclando resíduos, e;
Ø  Segurança na destinação após utilização, sempre acompanhando e controlando o processo integral.
Portanto, para a prática da sustentabilidade, as empresas estão tomando um comportamento ambiental ativo, transformando uma postura passiva em oportunidades de negócios. O meio ambiente deixa de ser um aspecto para atender as obrigações legais e passa a ser uma fonte adicional de eficiência. No atual cenário econômico brasileiro, muitas empresas procuram se tornar competitivas, nas questões de redução de custos, na melhor gestão dos recursos consumidos pelas varias atividades envolvidas no processo fabril, minimizando o impacto ambiental e agindo com responsabilidade. Dessa forma, descobrem também que controlar a geração e destinação de seus resíduos é uma forma a mais de economizar e que possibilita a conquista do reconhecimento pela sociedade e o meio ambiente, pois não se trata apenas da produção de produtos, mas a preocupação com a sua destinação final após o uso pelo consumidor final.

 Profº Me. Cleston Alexandre dos Santos
 Curso de Ciências Contábeis - UFMS/CPAN